Existem momentos na vida de qualquer dançarino que ficam marcados para sempre — e para mim foi o dia em que me encontrei na mesma pista de dança que a lenda John Lindo. Achei que estava preparado. Treinei durante semanas, confiante no meu timing, nos meus movimentos e na minha ligação. Mas no segundo em que John entrou… tudo mudou.

Desde o momento em que a música começou, a energia dele tomou conta da sala inteira. Cada passo, cada giro, cada síncope divertida — pura mestria. O público também o sentia. O estilo dele era natural, o ritmo contagiante. Enquanto isso, eu só tentava acompanhar sem tropeçar!
E mesmo assim, apesar de ele me ter completamente superado, não foi intimidador — foi inspirador. A presença do John não era para ofuscar ninguém; era para elevar o ambiente. Ele irradiava alegria, humor e generosidade em cada movimento, lembrando a todos que a dança deve ser partilhada, não disputada.
No fim da música, o público aplaudia, eu sorria de orelha a orelha e John deu-me um aceno simpático como quem diz: “Fizeste bem, miúdo.” Aquele momento ensinou-me mais do que qualquer aula — as verdadeiras lendas não apenas dançam… elas incendiam.