Dentro de um edifício alto e movimentado, onde as pessoas corriam entre os andares e mal se notavam, algo incomum aconteceu numa tarde. No meio do átrio, um jovem chamado Aram colocou uma pequena coluna e carregou no play. A música encheu o espaço, ecoando nas paredes de vidro e mármore.
Sem hesitar, começou a dançar.

Os seus movimentos estavam cheios de confiança e alegria, transformando completamente o ambiente sério. As pessoas que passavam abrandaram, surpreendidas com aquela súbita explosão de energia. Algumas ficaram à distância, observando em silêncio, sem saber o que fazer.
Mas Aram não parou. Sorrindo, olhou em volta e disse: “Venham dançar comigo!”
No início, ninguém se mexeu. A multidão hesitou, entre a curiosidade e a timidez. Então, de lado, uma mulher de meia-idade deu um passo em frente. Parecia ter acabado de sair do trabalho — calma, reservada, misturada na multidão.
E então começou a dançar.
O que se seguiu deixou todos no edifício maravilhados.